sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Educação

Bilíngue or not?
Garantir a fluência das crianças em um segundo idioma “sem sofrimento”. Prepará-las para eventuais temporadas no exterior ou garantir um passo à frente de outros no mercado de trabalho. Há muitos argumentos para inúmeras famílias optarem por colocar filhos em escolas bilíngues. Mas será o melhor?



Marina Vidigal



A ideia é sedutora. O aprendizado de uma segunda língua nos primeiros sete anos de vida gera uma significativa elasticidade mental para a criança. Curiosa e aberta às novidades, ela se torna fluente em pouco tempo, adquire destreza com idiomas em geral, constrói um repertório linguístico diferenciado e ainda adquire a possibilidade de vivenciar a diversidade cultural. Mais que isso, há diversos estudos, como um recentemente desenvolvido com 200 jovens, pelo Grupo de Investigação em Neurociências da Universidade de Barcelona (Espanha), que aponta uma maior capacidade de concentração entre pessoas que falam dois ou mais idiomas. “Além de ter competências e habilidades em duas línguas, a pessoa precisa saber em que momentos e situações usar cada uma delas e discernir o termo a ser empregado. Isso requer atenção e treino que, como indicam esses estudiosos, acabam sendo transportados para outras situações da vida”, diz Esperanza Tremosa Ruiz, chefe de estudos da educação infantil e professora de língua espanhola do Miguel de Cervantes, colégio bilíngue em espanhol de São Paulo.

Para quem se interessa pela ideia, é preciso primeiramente entender que há vários tipos de propostas entre essas escolas. Dentro do que chamamos corriqueiramente de escolas bilíngues, existem as que se propõem a ensinar um outro idioma tendo desde o início o português como foco principal e ainda algumas que oferecem às crianças pequenas uma imersão exclusiva no segundo idioma, para só começar a usar o português na fase da preparação para a alfabetização. Na Escola Cidade Jardim/Play Pen (SP), por exemplo, crianças entre 1 e 4 anos têm uma vivência escolar estritamente em inglês e, a partir dos 5, começam a usar também o português. A proporção da nossa língua aumenta a partir daí, até que ela passe a usar o português durante 55% do período escolar, contra 45% de inglês. Além das bilíngues, existem também as internacionais, nas quais o português é tratado como segunda língua e o idioma estrangeiro é utilizado na maior parte do tempo. Entre elas, algumas escolas são reconhecidas por uma organização mundial denominada IB (International Baccalaureate) e seguem currículo e condutas estipuladas por ela. São essas as mais visadas para filhos de diplomatas e de executivos de multinacionais, pessoas que procuram dar andamento à linha de estudos aos filhos, mesmo mudando de país com frequência. Em todas as escolas internacionais e em algumas bilíngues, vale dizer, existe a possibilidade de a criança sair com diploma reconhecido em universidades estrangeiras e, no mundo todo, 2.700 escolas seguem esses parâmetros em 138 países.

Na escola internacional Saint Nicholas, por exemplo, o currículo é britânico e crianças de 18 meses a 18 anos têm o inglês como língua oficial. Somente os brasileiros precisam cursar também matérias do currículo nacional. Entre os 541 alunos atualmente matriculados na escola, cerca de 40% são estrangeiros, de 33 diferentes nacionalidades (há argentinos, japoneses, coreanos, indianos, israelenses, árabes etc.). A brasileira Priscilla Oyola, atual diretora de marketing da escola, elegeu o estabelecimento para matricular sua filha, Fernanda, bem antes de trabalhar lá. A menina, que hoje está com 13 anos, tinha na época 5 anos e, como não falavam inglês em casa, frequentou por seis meses uma escola que preparava crianças para estudarem em escolas internacionais – e foi admitida. “Eu queria oferecer o mundo para minha filha e essa foi a maneira que eu encontrei. No ambiente em que aprende e obtém conhecimento, ela também tem contato com uma série de costumes, línguas, culturas e hábitos, coisa que eu não conseguiria, a menos que vivesse um pouco em cada lugar do mundo”, diz Priscilla.

É inegável que as trocas multiculturais possíveis nessas escolas deixam a criança mais aberta, com uma visão mais crítica do mundo. Ainda assim, para Francisco Baptista Assumpção Junior, psiquiatra infantil e professor do Instituto de Psicologia da USP, esse multiculturalismo tem suas desvantagens. Ele acredita que essas vivências muitas vezes são acompanhadas de um distanciamento da própria cultura, que pode acabar tornando a criança uma estrangeira dentro da própria escola, do próprio país. “As raízes são um importante suporte, uma sustentação para a sanidade mental de uma pessoa. Uma criança que se afasta da cultura de seu país, de sua família e dela própria corre o risco de sofrer um desenraizamento, perder sua identidade, envergonhar-se do que é e passar a querer ser algo que não é, ter o que não tem. É compreensível uma família colocar o filho numa escola nesses moldes quando tem a ver com sua cultura, seu idioma e suas raízes, mas quando não há nenhum vínculo nesse sentido, eu realmente não concordo”, diz o professor.

Família Bilingue

Dois idiomas ao mesmo tempo é um problema para a criança?
Se, assim como acontece com o filho da modelo Gisele Bündchen, seu filho vive em um ambiente bilíngüe, não fique tão preocupado. Há mais vantagens do que desvantagens



Simone Tinti



Assim como a modelo Gisele Bündchen, que declarou ao jornal Folha de S. Paulo só conversar com o filho Benjamin, recém-nascido, em português, muitas famílias passam pela situação de ter dois idiomas em casa – no caso de Benjamin, ele também vai conviver com o pai, o jogador de futebol americano Tom Brady, falando inglês. E quais são os benefícios - e os possíveis problemas - de ouvir, desde o berço, duas línguas diferentes? A criança pode ter problemas de aprendizado?

Na verdade, se o seu filho tem dois idiomas em casa, você não precisa se preocupar. Como diz Ana Lucia Duran, fonoaudióloga da EDAC (Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico), há mais vantagens do que desvantagens – e ela faz a afirmação com conhecimento de causa, já que sempre conviveu com o pai e a mãe falando espanhol e português em casa. O principal benefício: seu filho vai ter fluência em mais de um idioma de maneira natural, sem sofrimento. "A criança vai se habituar, desde cedo, a escutar o pai falando de uma maneira e a mãe de outra. Além de falar, os pais devem também cantar, ler... cada um na sua língua materna", diz Juan Uribe, diretor da escola Juan Uribe Ensino Afetivo. O importante, apenas, é fazer com que desde cedo a criança não só escute os dois idiomas, mas também leia e treine a escrita.

É necessário estar muito atento, no entanto, se a criança apresentar alguma dificuldade, o que pode surgir ainda antes de ela ser alfabetizada. “Os pais precisam prestar atenção para o caso do filho trocar os sons das palavras, ter dificuldade de entender o que os outros falam e falta de concentração, por exemplo”, diz Ana Lucia. Ela afirma que, se isso acontecer, vai ser necessário priorizar uma das línguas – de preferência, claro, a que predominar no país em que ele estiver vivendo. A especialista ainda destaca outros dois pontos importantes: a criança pode misturar os dois idiomas em uma mesma frase com freqüência. “Isso é normal, não caracteriza distúrbio algum. Da mesma forma, ela pode naturalmente criar uma preferência ou uma empatia por uma das línguas”, afirma a fonoaudióloga.

domingo, 27 de setembro de 2009


Adoro a Primavera!!! A estação mais linda do ano!

domingo, 17 de maio de 2009

Cerro Catedral em Bariloche,gostei de conhecer e pretendo voltar.
"Existem pessoas que convivem anos conosco e pouco representam. Outras, ao contrário, surgem em nosso caminho e sem que se espere gravam o nome em nossa existência. Você é esta pessoa."

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Praia da Lagoa Doce-Sao Francisco do Itabapoana-RJ










Praia da Lagoa Doce-Sao Francisco do Itabapoana-RJ





Fica a 6 horas da capital do Rio de Janeiro,lugar super tranquilo,bom para meditar e relaxar,longe de tudo;ou seja,desta vida de cidade grande em que vivemos. Gosto de ir para la na epoca de Carnaval,pois enche de turistas de todos os lugares do Brasil. Mas para aqueles que procuram um refugio vou avisando que nao fica lotado nao. Existem algumas pousadas bem simples,um hotel fazenda e alguns moradores locais alugam para temporada.
















sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Confira o que abre e fecha no Carnaval do Rio,Salvador e SP

Rio de Janeiro- Bancos: agências estarão fechadas na segunda e terça. Na quarta-feira de Cinzas, os bancos abrem ao meio-dia. Para as contas com vencimento durante o Carnaval vale a mesma regra da capital paulista; - Transporte coletivo: segundo a Metrô Rio, a maior parte das estações cariocas vai ficar aberta 24 horas por dia para atender os foliões de sábado à terça-feira. Trinta estações das linhas 1 e 2 abrirão às 5h do sábado e funcionarão direto até às 23h de terça-feira (24/2), reabrindo às 5h da quarta-feira de Cinzas (25/2). As exceções são apenas as estações Catete, Presidente Vargas e Maracanã, que ficarão fechadas durante o feriado prolongado: encerram atividades à meia-noite de sábado (21/2) e reabrem às 5h na quarta-feira de Cinzas (25/2); Postos de saúde: atendimento será normal nos hospitais e nas Upas 24h. Já nas Farmácias Populares as atividades estarão suspensas no período do Carnaval, retomando ao funcionamento normal na quinta-feira; - Compras: nos supermercados o funcionamento é facultativo de domingo a terça-feira e normal no sábado e quarta-feira de Cinzas; - Detran: o órgão não funcionará na segunda e na terça. Os serviços voltam na quarta-feira de Cinzas, quando o funcionamento começa às 12h.




Salvador- Bancos: agências bancárias









funcionarão em horários distintos. Aquelas que ficam no Campo Grande, Ondina, Barra, Avenida Sete e Praça da Sé terão expediente das 8 às 12 horas nesta sexta-feira (20). Na segunda e terça-feira, todas as agências bancárias de Salvador fecharão as portas, retornando na quarta-feira de Cinzas a partir de 12h; - Transporte coletivo: a Empresa de Turismo de Salvador informou que, durante os dias de Carnaval, haverá ônibus 24 horas por dia. - Compras: Segundo a Associação Baiana de Supermercados (Abase), as lojas ficarão fechadas apenas na terça-feira de Carnaval. Porém, algumas redes não irão interromper o funcionamento. Localizado nas proximidades do circuito Osmar (Campo Grande), o Shopping Piedade vai abrir as portas nesta sexta-feira (20), das 9 às 16h. O Shopping Iguatemi também terá o seu horário alterado até sábado, das 9 às 19h. Salvador Shopping e Bompreço permanecem abertos das 8 às 22h de sábado, com praça de alimentação aberta até as 22h nos demais dias. A partir de meio-dia da quarta-feira de Cinzas todos voltam a funcionar normalmente.












São Paulo





Rodízio de veículos: o rodízio na capital estará suspenso segunda e terça de Carnaval e na quarta-feira de Cinzas. Na quinta volta a restrição para carros de placas final 7 e 8. Caminhoneiros devem ficar atentos, uma vez que a restrição para veículos pesados está mantida entre 7h e 10h e 17h e 20h; - Bancos: as agências estarão fechadas na segunda e terça. Na quarta-feira de Cinzas, os bancos abrem ao meio-dia. As contas com vencimento devem ser pagas por agendamento nos terminais de autoatendimento, mas também podem ser quitadas no dia 25, sem incidências de multa; - Transporte coletivo: metrô, CPTM e EMTU terão esquema especial a partir desta sexta (20). O fluxo será reforçado nas horas de maior movimento e serão montadas linhas especiais da Ponte Orca ligando a estação Tietê do Metrô ao sambódromo do Anhembi;


Compras: em shoppings e supermercados o funcionamento é facultativo. Feiras livres acontecem normalmente; - Postos de saúde: os prontos-socorros dos hospitais estaduais estarão em sistema de plantão durante o feriado. O Disque-Saúde funcionará em sistema de plantão. As unidades do Farmácia Dose Certa estarão fechadas durante o Carnaval e voltam ao funcionamento após o meio-dia da quarta-feira de Cinzas; - Lazer: na capital, permanecerão fechados na segunda e terça: Theatro São Pedro, Teatro Sérgio Cardoso, Pinacoteca do Estado, Estação Pinacoteca, Museu do Futebol, Museu da Língua Portuguesa, Museu da Casa Brasileira, Casa das Rosas, Paço das Artes, Museu da Imagem e do Som e Centro de Estudos Superiores Aúthos Pagano. Eles serão reabertos ao meio-dia da quarta-feira de Cinzas. No sábado, o Museu da Língua Portuguesa promove o desfile dos bonecões confeccionados por alunos da oficina Bonecos de Rua. Bibliotecas, casas históricas e de cultura e teatros, com exceção do Artur Azevedo, João Caetano, Paulo Eiró e Martins Penna (abrem nos dias 21 e 22) não vão funcionar. O Centro Cultural São Paulo abre nos dias 21 e 22, exceto as bibliotecas. Os clubes da capital paulista funcionam apenas para atividades recreativas. As aulas serão reiniciadas ao meio-dia de quarta-feira. Todos os parques municipais estarão abertos; - Poupatempo: os postos fixos e móveis funcionam normalmente no sábado e fecham na segunda e terça. Na quarta-feira de Cinzas o atendimento começa às 13h. O Disque Poupatempo funciona normalmente no sábado. Na segunda, funciona das 7h às 13h, mas não atende na terça. Na quarta, atende normalmente, das 7h às 20h; - Detran: o órgão não funcionará na segunda e na terça. Os serviços voltam na quarta-feira de Cinzas, quando o funcionamento começa às 12h; - Cartórios: os cartórios não seguem um esquema único de funcionamento nos feriados. A recomendação a quem precisa desse tipo de serviço é ligar para o cartório antes de sair de casa e consultar o esquema de funcionamento; - Justiça: os prazos processuais do Superior Tribunal de Justiça estão suspensos durante o Carnaval. O Tribunal não funciona nos dias 23 e 24 de fevereiro. Os trabalhos voltam na quarta-feira de Cinzas, das 14h às 19h. Processos com prazos para o feriado serão automaticamente transferidos para o dia 25; - Educação: os CEUs da capital paulista vão abrir apenas para atividades de esportes e lazer. As atividades escolares serão reiniciadas na quinta-feira. As creches municipais voltarão a funcionar apenas na quarta-feira, ao meio-dia.